sábado, 24 de janeiro de 2015
06. Onde Estou
Onde Estou
[Juliano Berko, 2007]
Estou aqui escondido
Em algum canto
do espaço virtualmente infinito.
Quem sabe eu seja
Apenas mais um vírus...
E o que eu digo seja só
o que eu digo, nada somando.
Você está aí na minha ideia
devido à estrutura do código
E não ao conteúdo da mensagem.
A sua viagem não é a minha.
É minha a via virgem.
A virgem não é minha.
O abstrato é concreto
a partir da sua concepção como idéia.
Entende a força e a matéria?
A própria força quebrada
com o propósito
De manter em depósito aparente
A matéria anti-ausente.
Estou aqui e para sempre estarei
Pois nada mais apaga da minha mente
A essência do existente.
Estou aqui, mas logo irei dormir
E deixarei o existir
Pelo breve sopro do sonhar.
E a velocidade dos astros
(quase imóveis) no planisfério estelar
nunca irá nos negar sua contemplação.
Não em nosso tempo
em nosso tamanho e imperfeição.
Vós escutais mais uma vez
A voz que os tais uma vez mais
Se prestam a cantar
Voz que se cala, insensatez
Vós estareis e sereis
Stars!
(A liberdade de interpretação,
a plurisignificação...
O sentido da canção está comigo,
e contigo, nesse labirinto absurdo.)
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